Lucas esta em um canto escuro de uma rua pouco frequentada. A dias Lucas sente uma forte dor na cabeça e náuseas, hoje isso ficou forte demais; Lucas treme perante tanta dor.
Com o dedo indicador na garganta, Lucas logo sente o fluxo de vomito vindo o ácido estomacal queimando por onde passa, lágrimas involuntárias correm em seu rosto.
Ao abrir os olhos Lucas ver nos dejetos vomitador rostos humanos, quando era pequeno via figuras nas nuvens, a mesma quimera repetindo-se hoje mais tarde.
Aqueles rostos trazem tantas recordações, Lucas sente-se como em um cinema, "cenas vomitadas" ele sorrir sem querer. Recordações de um passado formado por dias de volúpia e palavras ternas a esmo.
Lucas sente uma dor aguda em sua costa, ele esta com febre e a dor aguda nada mais foi que a primeira gota de água da chuva. Rapidamente Lucas ver-se encharcado, o vomito agora diluído é levado pela água; seguindo em uma sarjeta, os rostos flutuando à um esgoto qualquer.
Em desespero, Lucas tenta correr mais rápido que a velocidade da água; tentar tocar aquele rosto, resgatar algum fragmento daquele passado de ventura.
"Meu Deus! O quê estou fazendo", Lucas questiona-se ao ver apenas um pedaço dejeto em sua mão, ali não existe rosto algum, recordações e muito menos o trará felicidades.
Com desgosto e algum sofrimento Lucas finalmente entende que aquele passado está podre e fede.
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1.9.10
23.8.10
Lucas e o poço.
Ébrio de felicidades, Lucas olha o poço; resolve olhar um pouco mais perto, gosta de ver a escuridão e o vazio. O frio o encanta. É tão delicioso a melodia da nênia, em um momento de descuido e encanto o nosso pobre amigo cai. "O poço é muito melhor observado de fora" ele pensa. Como ele deseja estar agora na segurança do brilho macilento da lua, que alias ele nem consegue mais ver. Durante algum tempo Lucas deseja pedir socorro. Logo após Lucas pensa na chegada, na dor de cair de tão alto. Isso deve doer.
Límpido, Lucas não pensa mais na dor da queda, nem em pedir socorro; na verdade, ele só pensa em ficar sozinho. Sozinho e em paz.
Límpido, Lucas não pensa mais na dor da queda, nem em pedir socorro; na verdade, ele só pensa em ficar sozinho. Sozinho e em paz.
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