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5.9.10
O quarto de Jack é o espírito de Jack
É sem dúvida sua face estampada ali
Naquele quarto meio escuro meio claro
Está ali sua face estampada
É o sentimento notório que há quando se põem os pés ali
Ou será que foi só eu que o senti?
Eu acho que se atraem borboletas perto das suas mãos
Dá para ver quando o escândalo que abusam da sua alma acalma-se
Dá para ver quando teu canto ecoa
E mesmo parecendo um anjo com asas quebradas há sim uma flor que nasce no seu tapete
E cresce para os trilhos do mundo com ares inclusos de amor
Eu o conheço. E o seu coração também. Ele precisa tanto sorrir. Acredite, eu acredito tanto em ti.
E mesmo quando o ronco barulhento do mundo lá fora for tão aterrorizador, não há problema. Por que não chorar?
Tu és um amor que evapora. Absorve-o aquele que o ousa adentrar.
É sem dúvida sua face estampada ali
Assim como a ternura da expressão dos seus olhos
Mesmo reclusos, alheios, estranhos, nós somos a cura um do outro.
Espero, felizmente, que tu sejas um daqueles homens de verdade quando crescermos. Porque eu acredito em ti.
Carol de Abreu.
04, Setembro de 2010
*Mais um poema de Carol de Abreu, essa jovem que mais parece um anjo em meio aos dramas típicos da minha idade. Como eu poderia agradece-la? nem uma palavra parece tão boa quando penso em sua doçura. Obrigado, muito obrigado por suas palavras que mais parecem canções doces que trazem paz a minha alma.
23.7.10
O vento seco, a cura
O vento que voa seco, muda.
E não parece se quer que a tarde soa
Soa assim mesmo de soar
Ela voa. Ecoa o cheiro de flores silvestres
Do ar
E como pássaros que cantam em teu quintal
Vive a dança das bocas: Risos.
Nós cantamos
E estamos vivos assim que presencias
o forte instinto de ser assim
como ninguém é
De estar envolto com o vento seco
que muda com o descanço do sol
A tarde.
Carol de Abreu 23/07/10
E não parece se quer que a tarde soa
Soa assim mesmo de soar
Ela voa. Ecoa o cheiro de flores silvestres
Do ar
E como pássaros que cantam em teu quintal
Vive a dança das bocas: Risos.
Nós cantamos
E estamos vivos assim que presencias
o forte instinto de ser assim
como ninguém é
De estar envolto com o vento seco
que muda com o descanço do sol
A tarde.
Carol de Abreu 23/07/10
Pequena nota: Antigamente pessoas costumavam presentear outras pessoas queridas com obras literárias vindas da alma, não importava se essas palavras pareciam ou não com o presenteado, em uma folha de papel dava-se voz ao coração que cantava a linda melodia do amor e suas variantes. Essas folhas custavam preço de ouro e eram guardadas nas profundezas do coração humano.
Esses valores não mudaram para mim. Hoje ganhei uma folha de ouro com letras escritas em prata. Esse é meu tesouro agora. Muito obrigado querida Carol Abreu, minha grande amiga e alma inspiradora.
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